7 Situações em que devo ter seguro contra todos os riscos

Madalena Alves

Escrito por:

Madalena Alves

Contratar um seguro contra todos os riscos pode parecer, à primeira vista, um gasto extra desnecessário. Mas a verdade é que há momentos em que não o ter pode sair bem mais caro.

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Optar por um seguro automóvel nem sempre é simples, especialmente quando se trata do famoso "seguro contra todos os riscos". Afinal, vale a pena? Quais são as situações em que realmente precisas deste tipo de proteção?

Neste artigo, vamos ajudar-te a entender melhor o que é, quando faz sentido contratá-lo e também as limitações deste tipo de apólice.

Se circulares na estrada sem seguro de responsabilidade civil, estás a incorrer numa contra-ordenação grave que origina uma coima entre 500 euros e 2.500 euros, podendo ficar com a viatura apreendida. No entanto, existe ainda um outro tipo de cobertura que é opcional e que estende as habituais garantias: é o caso do seguro contra todos os riscos. Para que percebas se vale a pena ter um destes e se conseguirás poupar mais na escolha de um, basta continuares a ler.

O que significa ao certo “seguro contra todos os riscos”?

Também designado por “seguro de danos próprios”, permite que se escolham coberturas adicionais às do seguro obrigatório e que normalmente não vêm incluídas neste. É mais caro? Sim, é. Mas para os mais cuidadosos e picuinhas com as suas viaturas, é (muito provavelmente) a melhor opção, tendo em conta que o carro fica muito mais seguro.

Pelo contrário, o seguro de responsabilidade civil (o mais comum e que todos geralmente temos), também chamado de “seguro contra terceiros”, apenas assegura que, em caso de acidente, os danos que sejam realizados a terceiros fiquem cobertos, mas nunca os danos da pessoa que é considerada culpada. Portanto, se este for o teu seguro e se, ao teres um acidente, fores o culpado, a seguradora não cobre os danos causados a ti e à tua viatura, mas somente ao outro condutor.

Quais as situações em que te podes arrepender de não ter?

Os seguros automóvel de danos próprios nasceram da necessidade de gerir o risco e de proteger os indivíduos de perdas financeiras e de outras eventualidades, tais como:

1) Catástrofes naturais

Portugal não é imune a fenómenos naturais extremos como tempestades, cheias, granizo ou deslizamentos de terras

Se o teu carro for danificado por uma queda de árvore durante uma tempestade ou se a tua casa sofrer estragos com uma inundação, um seguro básico dificilmente cobre estes danos.

Com um seguro contra todos os riscos, tens reparação dos danos, menos impacto financeiro inesperado e mais tranquilidade em situações fora do teu controlo.

2) Roubo ou furto

Infelizmente, o roubo continua a ser uma realidade, sobretudo em zonas urbanas.

Sem um seguro contra todos os riscos, podes ficar sem carro, sem indemnização e a pagar algo que já não tens

Este tipo de seguro cobre roubo total, furto e tentativas de roubo que causem danos.

Atenção:

Normalmente é exigida participação às autoridades dentro de um prazo específico.

3) Danos próprios

Este é um dos maiores motivos para contratar um seguro contra todos os riscos.

Imagina que bates num poste, tens um acidente por distração ou perdes o controlo numa rotunda com chuva.

Se fores o culpado, um seguro contra terceiros não cobre os danos no teu próprio veículo. Com danos próprios incluídos, tens reparação do teu carro, menos dores de cabeça e custos controlados (mesmo com franquia).

4) Incêndio

Um incêndio pode acontecer por curto-circuito, acidente, falha mecânica ou causas externas

Os prejuízos costumam ser elevados e, muitas vezes, totais.

Um seguro contra todos os riscos cobre danos provocados pelo fogo, explosões e quedas de raio.

5) Vandalismo

Riscos na pintura, vidros partidos, espelhos arrancados… tudo isto conta como atos de vandalismo.

Sem esta cobertura pagas tudo do teu bolso, mesmo que não tenhas culpa nenhuma

Com um seguro contra todos os riscos os danos são reparados, evitas despesas inesperadas e manténs o valor do teu bem

6) Quebra isolada de vidros

Parece algo simples, mas substituir um vidro pode custar centenas de euros, especialmente se tiver sensores, câmera e tecnologia ADAS

A cobertura de quebra isolada de vidros inclui normalmente para-brisas, vidros laterais e óculo traseiro Em muitos casos, esta reparação não agrava o prémio do seguro.

7) Assistência em viagem alargada

Ficar parado na estrada nunca é agradável, ainda menos quando estás longe de casa.

Um seguro contra todos os riscos costuma incluir reboque sem limites curtos de quilómetros, assistência desde o km 0, veículo de substituição e apoio em caso de acidente ou avaria

Ideal se fazes muitas viagens, andas muito em autoestrada ou usas o carro diariamente

Seguro contra todos os riscos: como tomar a decisão?

Nem sempre é fácil decidir se este seguro é a opção certa para ti. Aqui estão alguns passos que te podem ajudar a chegar a uma decisão informada:

  1. Avalia o valor do carro: Se o teu veículo já tem vários anos e perdeu valor no mercado, talvez não compense contratar um seguro contra todos os riscos. Em vez disso, um seguro de terceiros pode ser suficiente.

  2. Compara preços e coberturas: Nem todos os seguros contra todos os riscos têm o mesmo preço ou coberturas.

  3. Considera os teus hábitos de condução: Se conduzes diariamente em trajetos longos ou em tráfego intenso, a probabilidade de acidentes é maior. Neste caso, o seguro pode valer a pena.

  4. Consulta o teu orçamento: Avalia se o custo extra cabe no teu orçamento mensal. O seguro contra todos os riscos é mais caro, mas pode poupar-te milhares de euros em situações de sinistro.

Por vezes, existem também campanhas promocionais nas seguradoras, sendo que os preços até costumam variar de mês para mês e, nesse caso, é preciso estares atento, bem como tentares sempre negociar para te favorecerem no valor do prémio. Deves fazer uma análise de mercado, de forma prévia, e ver que seguradoras oferecem este tipo de produto. Por exemplo, a VICTORIA Seguros, a Fidelidade Seguro Automóvel, o Seguro Automóvel Continente, a Tranquilidade ou o Seguro Automóvel LOGO, podem oferecer esta protecção. 

Casos em que não irá cobrir os teus danos

Embora o seguro contra todos os riscos ofereça uma proteção ampla, existem situações em que não estarás coberto. Alguns exemplos comuns incluem:

  • Negligência ou imprudência: Se o sinistro ocorrer enquanto estavas sob efeito de álcool ou drogas, o seguro não irá cobrir os danos.

  • Participação em corridas ilegais: Qualquer dano ocorrido durante eventos não autorizados está automaticamente excluído.

  • Manutenção inadequada: Se o acidente foi causado por negligência na manutenção do carro (como travões em más condições), a apólice não cobre os danos.

  • Exclusões específicas: Alguns eventos naturais, como terremotos ou erupções vulcânicas, podem não estar incluídos na apólice.

Certifica-te de que lês todos os detalhes do contrato para evitar surpresas desagradáveis. É possível fazeres-te à estrada em segurança com o máximo de poupança!


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Madalena Alves
Content & Email Marketing Manager