O crédito consolidado agrupa vários créditos que já tens, como um crédito pessoal, cartões de crédito ou um crédito auto, num único contrato com uma só prestação mensal. Esta solução pode simplificar a gestão das tuas finanças e, nalguns casos, reduzir o valor que pagas todos os meses. Antes de avançar, vale a pena perceber como funciona o processo, quando faz sentido consolidar em vez de renegociar, e como podes comparar crédito consolidado entre diferentes instituições licenciadas pelo Banco de Portugal.
O que é o crédito consolidado?
O crédito consolidado é um produto financeiro que substitui vários créditos ativos por um único contrato, com uma taxa e um prazo definidos. Em vez de teres várias prestações, cartões e datas de vencimento diferentes para acompanhar, passas a ter apenas uma prestação mensal junto de um único credor. Este tipo de operação costuma incluir crédito pessoal, saldos de cartões de crédito e, nalguns casos, crédito auto ou outras dívidas ao consumo. Se sentes que tens demasiados créditos em simultâneo, a consolidação pode ser uma forma de simplificar a tua situação financeira e ganhar visibilidade sobre o que deves. Os contratos de crédito ao consumo em Portugal, incluindo o crédito consolidado, estão sujeitos à supervisão do Banco de Portugal, que obriga à divulgação clara da TAEG antes da assinatura. Isto permite-te perceber, desde o início, qual será o custo total da nova solução face aos créditos que estás a substituir. Se preferes manter os créditos separados, existem alternativas para pagar dívidas que também podem ser consideradas.
Como funciona a consolidação dos meus créditos?
Na prática, um novo credor liquida os créditos que já tens (crédito pessoal, cartões, crédito auto ou outras dívidas) e passas a ter um único contrato com esse credor. O valor total em dívida é somado e reorganizado num novo empréstimo, com uma prestação mensal, uma taxa e um prazo próprios. Alargar o prazo de pagamento pode reduzir a prestação mensal, mas isso tende a aumentar o custo total do crédito, porque pagas juros durante mais tempo. Por isso, antes de decidires amortizar ou consolidar, faz sentido comparar o custo total de cada opção, não apenas a prestação mensal. Existem soluções distintas consoante o teu perfil: podes optar por transferir crédito pessoal para outra instituição com condições mais vantajosas ou, se tiveres um imóvel, recorrer a um crédito multifunções ou a um empréstimo com garantia de imóvel, soluções que costumam ter taxas mais reduzidas do que o crédito pessoal, ainda que impliquem colocar o imóvel como garantia.
Devo consolidar ou renegociar as minhas dívidas?
Consolidar e renegociar são soluções diferentes e a escolha depende da tua situação. Consolidar significa substituir vários créditos por um novo contrato único, normalmente junto de um credor diferente dos originais. Renegociar significa alterar as condições de um crédito que já tens, como o prazo ou a taxa, mantendo-o junto do mesmo credor. A DECO costuma sublinhar esta distinção como ponto de partida para quem procura reduzir o peso das prestações mensais. Se já tens prestações em atraso, o primeiro passo poderá passar por contactar o credor e perceber se o teu caso está abrangido pelo PERSI incumprimento, o mecanismo de apoio a clientes bancários em risco de incumprimento, antes de avançares para uma consolidação. Em muitos casos, renegociar crédito junto do banco atual pode ser mais rápido do que contratar uma nova solução, ainda que a consolidação permita juntar créditos de vários credores diferentes numa só prestação, algo que a renegociação isolada não faz.
Consolidar significa substituir vários créditos por um novo contrato único, normalmente junto de um credor diferente dos originais. Renegociar significa alterar as condições de um crédito que já tens, mantendo-o junto do mesmo credor.
Como comparo o TAEG e as condições entre diferentes credores?
A TAEG, a taxa anual de encargos efetiva global, junta juros, comissões e outros encargos associados ao crédito, e é o valor que deves comparar entre instituições, não apenas a taxa de juro nominal, a TAN. Vários credores licenciados operam em Portugal com produtos de crédito consolidado ou equivalente, e as condições, o prazo máximo e a TAEG variam consoante a instituição e o teu perfil de risco. Entre eles estão o crédito consolidado Cetelem, o crédito consolidado Cofidis, o crédito consolidado Millennium BCP, o crédito consolidado Bankinter e o crédito consolidado CGD. Cada instituição define a sua própria política de risco, pelo que o mesmo perfil de cliente pode receber propostas de TAEG bastante diferentes consoante o credor.
| Critério | O que compara |
| TAEG | Custo total anual do crédito, incluindo juros e comissões |
| TAN | Taxa de juro nominal, sem incluir comissões |
| Prazo | Quanto maior o prazo, menor a prestação, mas maior o custo total em juros ao longo do contrato |
| MTIC | Montante total imputado ao consumidor, ou seja, o valor total que vais pagar até ao fim do contrato |
O Banco de Portugal publica trimestralmente as taxas máximas de juro, a chamada taxa de usura, aplicáveis a cada tipo de crédito ao consumo, valor que nenhum credor pode ultrapassar.
O Banco de Portugal publica trimestralmente as taxas máximas de juro, a chamada taxa de usura, aplicáveis a cada tipo de crédito ao consumo, valor que nenhum credor pode ultrapassar.
Que documentos preciso e posso pedir com registo negativo no Banco de Portugal?
Para pedires um crédito consolidado, os credores costumam solicitar comprovativos de identificação, de morada e de rendimentos, além de informação sobre os créditos que pretendes juntar num único contrato. A avaliação de risco pode incluir a consulta à central de responsabilidades de crédito do Banco de Portugal, onde constam os créditos que já tens em teu nome. Podes também pedir o teu próprio mapa de responsabilidades de crédito antes de avançar, para saberes exatamente que informação o credor vai consultar. Ter um registo negativo não implica recusa automática do pedido, mas reduz a probabilidade de aprovação e pode condicionar a TAEG proposta, dependendo da política de risco de cada instituição. Se queres perceber como funciona a chamada lista negra do Banco de Portugal e o que significa estar nela, vale a pena consultar esse tema antes de submeteres o pedido de consolidação. Podes também simular a tua situação através do simulador de crédito pessoal da ComparaJá, para perceberes que tipo de condições podem estar disponíveis para o teu perfil.
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