COVID-19: é boa altura para pedir ou transferir crédito habitação?

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Com a guerra de spreads a levar bancos a descer já abaixo de 1% e com a EURIBOR em mínimos históricos, atualmente a contratação ou transferência de crédito habitação afirma-se como muito apelativa. Mas será que, em época de COVID-19, esta tendência mantém-se? Descubra, neste artigo, como pode garantir a prestação mais baixa do mercado, mesmo em tempos de pandemia, sem sair do sofá.

6 razões para pedir ou transferir crédito habitação

#1 – Spreads abaixo de 1% 

Desde 2008 que os spreads praticados pelas instituições financeiras não se encontravam tão baixos. Esta taxa tem vindo a descer na generalidade dos bancos, sendo o mínimo atualmente publicitado de 0,95%. No entanto, para determinados tipos de operações, é possível conseguir um spread abaixo de 0,9%, como vários utilizadores do ComparaJá.pt tiveram oportunidade de beneficiar ao recorrer aos nossos serviços gratuitos de comparação.

Dada a expectável crise económica nacional que se aproxima, as condições que os bancos atualmente oferecem poderão não se manter, pelo que, se pretende pedir um empréstimo para comprar casa ou transferir o crédito atual, talvez agora seja a altura ideal.

#2 – EURIBOR em mínimos históricos

Faz cinco anos que a EURIBOR se encontra abaixo de zero. Em novembro de 2015, a EURIBOR a seis meses estreava-se em terreno negativo, tendo vindo a diminuir progressivamente, atingindo o seu mínimo histórico a 30 de outubro deste ano, nos -0,521%.

À data de hoje, a EURIBOR a seis meses situa-se nos -0,513% e a 12 meses nos -0,483%, mas em que é que estes valores impactam a sua prestação da casa?

Os valores negativos da EURIBOR, que apenas são praticados para contratos de crédito com taxa variável, acabam por reduzir ou mesmo anular o spread, permitindo às famílias pagar menos juros ou até deixar de ter quaisquer encargos com taxas de juro.

Além disso, o atual valor negativo da EURIBOR, tanto a seis meses como a 12 meses, traz outra vantagem: com a redução do custo total do crédito, conseguirá amortizar mais capital, reduzindo o montante da dívida mais depressa.

#3 – Transferência de crédito sem custos

Cada vez mais famílias optam pela transferência do crédito habitação no sentido de obterem melhores condições. Imagine que pediu o seu empréstimo para casa há três anos, com um spread de 1,3%. Já pensou no quanto poderia poupar se, no dia de hoje, transferisse o seu crédito para outro banco, beneficiando dos atuais spreads mínimos, os quais em alguns casos já se encontram abaixo de 1%?

De notar que, com vista a atrair novos clientes, atualmente existem vários bancos que suportam parcial ou totalmente os custos de transferência. Assim, optar por esta solução para baixar a mensalidade empréstimo é, nos dias de hoje, especialmente vantajoso.

#4 – Layoff não é obrigatoriamente um impedimento à transferência do crédito

Mesmo estando em layoff ou no desemprego, situações pelas quais muitas pessoas estão a passar atualmente devido à pandemia de COVID-19, pode ser possível pedir transferência de crédito no sentido de tentar obter melhores condições no seu empréstimo e diminuir os encargos familiares.

Apesar de poder realizar esta operação mesmo estando em alguma destas situações, a sua aprovação ficará dependente das condicionantes de risco de crédito que o banco estipular.

A instituição financeira irá avaliar a sua capacidade de cumprir com o pagamento do crédito, tal como procede em outras operações, sendo que a aprovação da transferência dependerá dos seus rendimentos, garantias apresentadas e da sua taxa de esforço, que não deve ultrapassar os 33%.

#5 – Acesso a melhores condições de crédito

Quer esteja a pensar pedir crédito habitação ou fazer transferência do seu empréstimo atual para outra instituição bancária, existem estratégias que lhe permitem ter acesso a melhores condições de crédito.

Entrada inicial: quanto mais elevada, melhor

Se está a pensar pedir um crédito habitação, deve ter em mente que quanto mais elevada for a entrada inicial, maior será a probabilidade de o banco lhe conceder o empréstimo e propor um spread mais baixo.

Ao avançar com um montante avultado de entrada inicial, já está a pagar essa parte do valor de aquisição do seu imóvel, fazendo com que o banco tenha de lhe disponibilizar menos capital. A percentagem de financiamento dos bancos vai até 90% do valor da habitação, querendo isto dizer que pelo menos 10% dos custos ficam obrigatoriamente a seu cargo.

No entanto, se pretender dar uma percentagem de entrada inicial mais elevada, digamos de 30%, o banco terá de disponibilizar apenas 70% do valor da habitação, dando uma maior segurança à instituição, o que poderá traduzir-se em condições mais apelativas.

Apresentação de garantias bancárias para negociar o spread

Para ter mais margem para negociar o spread aquando do pedido de crédito habitação, e ganhar também mais credibilidade junto da instituição, pode ainda apresentar garantias bancárias.

Estas garantias podem ser um outro imóvel do qual seja proprietário, o seu veículo ou até um fiador para o empréstimo. Desta forma, o banco sentir-se-á mais protegido face uma situação de eventual incumprimento por parte do cliente, garantindo assim que consegue reaver o montante que possa ficar em falta.

Situação profissional estável

Provar que está numa situação profissional estável, nomeadamente que se encontra no mesmo emprego há bastante tempo ou que tem contrato efetivo, é também outra forma de garantir ao banco que será capaz de suportar o crédito, principalmente se o seu empréstimo da casa tiver uma taxa de juro variável.

Existindo a probabilidade de os juros aumentarem a qualquer momento e de a sua prestação ficar mais elevada, os bancos precisam de se precaver, tentando assegurar que, mesmo face a uma eventual subida, existe pouca ou nenhuma probabilidade de o cliente entrar em incumprimento.

Vendas associadas facultativas

Outra forma de conseguir condições de crédito mais vantajosas e baixar o spread é através da contratação de outros produtos financeiros e/ou serviços extra, os quais funcionam como uma espécie de contrapartida para a redução dos custos do contrato de crédito.

O banco pode propor-lhe a subscrição de um cartão de crédito, a domiciliação do ordenado, um PPR, seguro de vida e seguro multirriscos, e dar-lhe uma bonificação no spread do crédito habitação. Alguns bancos têm ainda pacotes que agregam estes produtos para que o cliente escolha o que mais lhe convém.

No entanto, é necessário avaliar com muita atenção se o eventual custo destes produtos é inferior à poupança que vai conseguir ao reduzir o spread, em consequência da sua subscrição.

Assegurar uma taxa de esforço sustentável

A taxa de esforço é a percentagem do rendimento do agregado familiar que é direcionado exclusivamente para o pagamento de prestações de crédito, sendo aconselhável que esta não ultrapasse os 33%.

As instituições analisam a sua taxa de esforço na hora de conceder crédito, representando esta a sua capacidade de pagamento da prestação. Se tiver uma taxa demasiado alta, os bancos consideram que a sua disponibilidade para fazer face a uma nova despesa é baixa, podendo existir uma maior probabilidade de não cumprir com as suas obrigações.

Comprar imóveis do banco

Por último, não há nada melhor para conseguir boas condições no financiamento do que comprar imóveis do banco. Não só estes imóveis possuem financiamento até 100%, como ainda costumam oferecer um spread bonificado e, em alguns casos, permitem o acesso a um período de carência.

Desta forma os bancos premeiam os clientes que queiram comprar as habitações que estes têm no seu portefólio.

#6 – O pedido pode ser feito online, na comodidade do seu sofá

Quem não gostaria de ver os seus encargos diminuir sem ter de se levantar do sofá? Damos-lhe uma novidade: é possível. Através da plataforma online do ComparaJá.pt tem acesso, de forma gratuita, às melhores propostas de crédito habitação de vários bancos e de acordo com a finalidade que desejar (aquisição, transferência, construção ou garantia hipotecária), podendo comparar e escolher a que melhor for ao encontro do seu perfil e necessidades.

Através da nossa plataforma pode ainda ter acesso às ofertas mais competitivas de seguros de várias companhias, de forma a cumprir os requisitos da contratação de crédito habitação, sem ter de ficar sujeito às apólices apresentadas pelos bancos. Ao contratar seguros fora, pode comparar as propostas de várias seguradoras, tendo liberdade para escolher a mais vantajosa para si e ainda obter poupanças substanciais.

Afinal, deve pedir ou transferir crédito habitação em época de COVID-19?

Ao longo deste artigo, apresentámos-lhe algumas razões pelas quais deve pedir ou transferir crédito habitação nesta altura. Desde spreads abaixo de 1%, a valores de EURIBOR em mínimos históricos, esta aparenta ser uma época bastante favorável para dar esses passos.

Se o seu objetivo é comprar casa e precisa de financiamento, pedir um crédito habitação agora poderá ser uma boa ideia. Para além das taxas aplicadas pelos bancos estarem bastante acessíveis, pode ainda pôr em prática algumas das dicas que apresentámos ao longo do artigo para garantir que consegue o financiamento pretendido e obtém a prestação mais baixa possível.

Se já tem um empréstimo à habitação, mas acha que as condições não são as melhores, principalmente se o spread estiver acima de 1,2%, este é sem dúvida o momento para transferir o seu crédito para outra instituição.

Atualmente, muitas instituições suportam parte ou a totalidade dos custos desta operação, oferecendo spreads bastante competitivos, proporcionando uma poupança imediata na sua prestação da casa. Esta é, certamente, uma opção benéfica.

Anaísa Gonçalves

Sobre Anaísa Gonçalves

Anaísa Gonçalves, formada em Comunicação Social e Jornalismo, é apaixonada pela escrita desde criança. É esta a paixão que a inspira a escrever e educar os portugueses para um conhecimento financeiro mais rico e contribuir para que façam as escolhas adequadas.

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